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ÁRVORE DA
REALIDADE
ATUAL
O objetivo
desta ferramenta é inter-relacionar os problemas levantados,
chamados aqui de "efeitos indesejáveis", procurando, a partir
de uma relação de causa-e-efeito, identificar as causas raízes
dos problemas.
A Árvore
da Realidade Atual - ARA - é uma ferramenta lógica desenvolvida
por Elyiahu Goldratt que usa os princípios da Teoria das Restrições.
Ela é uma ferramenta de análise de problemas que permite examinar
lógicas de causa-e-efeito que caracterizam uma situação. A aplicação
da ARA inicia-se com a definição dos efeitos indesejáveis que
os membros da organização percebem em seu ambiente. Ela possibilita
uma análise que identifica os poucos problemas raízes que originam
os efeitos indesejáveis.
O processo
utilizado na TransMeth para o desenvolvimento da ARA é apresentado
na Tabela 1. É uma versão diferente da originalmente proposta
por Dettmer (1997). Ela é mais sintética (6 passos ao invés
de 10) e acredita-se ser mais simples de ser ensinada e utilizada
. Existem
regras que determinam como as entidades e as relações entre
estas entidades da ARA devem ser construídas. Estas regras são
chamadas Categorias de Reservas Legítimas e são apresentadas
na Tabela 2. Estas regras permitem uma construção relativamente
padronizada e de melhor qualidade, limitando o escopo das críticas
que podem ser efetuadas durante o processo de escrutínio da
árvore. As críticas às entidades e à construção da árvore devem
se limitar aos oito tipos definidos pelas Categorias de Reservas
Legítimas.
Tabela
1. Processo para a Construção da Árvore
da Realidade Atual
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| a)
Criação de uma lisra de Efeitos Indesejáveis. |
Colete
os Efeitos Indesejáveis (EI) levantados.
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Individualize
estes efeitos em uma lista de EI na forma de afirmações
claras. Utilize um post-it para cada afirmação
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Disponha
os EI em um quadro.
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| b)
inter-relação (um a um) estre os EI. |
inter-relacione
os EI, criando relações de causa
e efeito.
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Construa
pequenos fragmentos de árvore
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| c)
Construção da primeira tentativa de
Árvore da Realidade Atual (ARA). |
Construa
ligações entre os fragmentos (use
papel de flip chart)
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Pense
na existência de causas mais profundas,
que possam fazer conexões entre os fragmentos.
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Leia
a ARA resultante, considerando as Categorias de
Reservas Legítimas.
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Adicione
mais informações se necessário.
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| d)
Escrutínio da ARA. |
Apresente
a árvore para o grupo de projeto que foi
entrevistado durante o Levantamento de Situação.
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Identifique
e registre as críticas e observações
complementares à realidade apresentada
na ARA.
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| e)
Reconstrução da ARA, caso necessário. |
Individualize
as novas entidades ou EI em afirmações,
incluindo-as na ARA.
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Modifique
as relações entre as entidades,
caso necessário.
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Questione
se a ARA resultante reflete a sua intuição
sobre a área.
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Adicione
novas entidades se necessário.
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Apresente
a ARA novamente para o grupo de projeto.
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| f)
Identificação das Causas Raízes. |
Examine
as "entradas da ARA", isto é,
entidades que não têm seta "entrando",
só saindo.
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Identifique
as causaa raízes que apresentam mais contribuições
em termos de efeitos indesejáveis.
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Tabela
2. Categorias de Reservas Legítimas.
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| 1.
Claridade (bom entendimento da estrutura) |
Pode ser adicionada alguma nova entidade que facilite
a leitura para uma terceira pessoa?
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O
significado/contexto das palavras não é
ambíguo?
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As
conexões entre causa e efeito estão
"imediatamente" convincentes?
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Não
estão faltando passos intermediários
entre as entidades conectadas?
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| 2.
Existência da Entidade. (afirmações
propriamente estruturadas e completas) |
A
sentença está completa?
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A
sentença faz sentido?
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A
sentença está livre de afirmações
do tipo "se-então"?
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A
sentença comporta apenas uma idéia?
(não é uma entidade composta?).
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Esta
afirmação existe na realidade?
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| 3.
Existência da Causalidade. (ausência de
elemento dependente). |
A
conexão de causa-efeito realmente existe
da forma como está escrita?
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A
causa que está apresentada realmente é
a responsável pelo efeito?
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A
relação "se-então"entre
as entidades realmente faz sentido quando lida?
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| 4.
Insuficiência de Causa. (ausência de elemento
dependente). |
A
causa, da forma como está escrita, pode
levar ao efeito por si só?
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Não
existe outra causa faltando na relação
causa-efeito?
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As
causas relacionadas são suficientementes
para fustificar todas as partes do efeito?
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As
relações de "e" e "ou"entre
as causas estão corretas?
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| 5.
Causa Adicional. (uma causa separada, independente
que pode causar o mesmo efeito). |
Não
existe outra causa independente que poderia causar
o mesmo efeito?
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Se
forem eliminadas as causas apresentadas o efeito
realmente desaparece?
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| 6.
Causa-e-efeito Reverso. (seta apontada na direção
errada). |
Não
existe a possibilidade da inversão entre
a causa e efeito fazer sentido?
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O
efeito reflete o "porque a causa ocorre",
ou reflete um indício de ocorrência
da causa?
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| 7.
Existência de Efeitos Previsíveis. (efeitos
adicionais que deveriam ocorrer decorrentes da causa) |
A
causa é inatingível?
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Existem
outros efeitos inevitáveis decorrentes
da causa que deveriam também estar declarados?
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| 8.
Tautologia. (lógica circular). |
O
efeito apresentado é racional e ocorre
ou ele é apenas suposto, considerando a
existência de uma causa?
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Existe
outro efeito adicional verificável?
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Algumas
ARAs acabam apresentando apenas uma única causa raiz. Esta é
a situação ideal. No entanto, na maioria dos casos, isto não
ocorrerá, e a árvore irá apresentar um pequeno conjunto de causas
raízes independentes. Um sub-conjunto ainda menor dessas causas
raízes independentes (idealmente composto por uma só causa)
deverá ser o responsável pela grande maioria dos efeitos indesejáveis
(pode-se falar em 90%). Este sub-conjunto representa os chamados
problemas raízes. Sob o ponto de vista da Teoria das
Restrições, o problema raiz é normalmente a restrição
do sistema como um todo e é exatamente o que precisa ser mudado.
Ver
exemplo
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