Organização para Desenvolvimento de Produtos

 
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Responsáveis: Adriana Aguiar; Prof. Henrique Rozenfeld

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Conceitos Básicos

Fontes : CLAUSING, D.P. ;VALENTI, M. (vide informações adicionais)

Um estudo recente, elaborado pela ASME (American Society of Mechanical Engineers) e publicado pela National Science Foundation, identificou as principais filosofias, tecnologias e ferramentas utilizadas pelas empresas bem sucedidas em seu processo de desenvolvimento de produtos (Valenti, 1996). Como parte deste estudo foram levantadas, junto a professores universitários e profissionais de empresas, as habilidades que as pessoas precisam adquirir para utilizar de forma consistente estas filosofias, tecnologias e ferramentas. Observou-se uma grande ênfase dada ao trabalho em equipe, à comunicação, ao pensamento criativo e à utilização de filosofias que visam uma sinergia entre a área de projeto e de manufatura.

Estes dados refletem a preocupação atual em se modificar o perfil das pessoas que trabalham de forma convencional, como no caso específico de desenvolvimento de produtos, exercendo atividades de forma seqüencial e não tendo uma visão do todo.

Em meados deste século, o processo de desenvolvimento de produtos era realizado de forma seqüencial, ou seja, cada área funcional da empresa, após executar suas atividades de desenvolvimento, transferia a documentação acabada para o departamento seguinte que então dava início a execução de outras atividades. Os profissionais envolvidos nesta abordagem de desenvolvimento tradicional, eram especialistas, que conheciam muito bem o escopo técnico dos produtos mas que não tinham visão do todo em relação ao processo de desenvolvimento. Essa abordagem era possível uma vez que esses produtos não possuíam grande sofisticação tecnológica. Com o avanço da tecnologia e crescente complexidade dos produtos, essa abordagem tornou-se ineficiente. Além disto, as empresas começaram a apresentar diversos problemas e limitações, tais como: dificuldade de projetar com simplicidade, falta de atenção com a qualidade do produto, tempos excessivos de desenvolvimento, inexistência de integração entre as fases de projeto e produção, falta de foco no cliente, pouco envolvimento com fornecedores no desenvolvimento de produtos e falhas no processo de melhoria contínua.

Atualmente, com a filosofia de Engenharia Simultânea, as atividades do processo de desenvolvimento passaram a ser efetuadas de forma concorrente. Além disto, as decisões envolvidas com este processo passaram a levar em consideração os requisitos e as experiências das diversas áreas envolvidas. Quanto aos profissionais, vários autores defendem que as atividades relacionadas com o desenvolvimento de produtos devem ser realizadas por um time multifuncional, entitulado por PDT (Product Development Team).

Segundo Clausing (1994), para o sucesso da aplicação da Engenharia Simultânea, os membros deste time não devem ser pessoas extremamente especializadas, mas que combinem bem escopo e profundidade de conhecimento (veja figura abaixo). Quando necessário, o PDT deve consultar pessoas especializadas que, apesar de um perfil mais técnico, também devem ser comunicativas e ter conhecimento da integração de seu trabalho com outras áreas. Para exemplificar esta situação, pode-se supor que alguns dos integrantes do PDT tenham o seguinte perfil: engenheiros projetistas que possuem conhecimentos de processo de fabricação; engenheiros processistas que conhecem bem a "voz do cliente" e as funcionalidades do produto. Ao longo do desenvolvimento do produto, caso estes profissionais tenham a necessidade da aplicação de uma técnica mais específica, como a Análise por Elementos Finitos, eles devem recorrer a um especialista que apresente uma visão geral do projeto e que seja comunicativo.
 
 

Perfil dos profissionais em desenvolvimento de produtos (Clausing, 1994).

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 Informações Adicionais - última verificação 11/11/1999   (voltar para início da página)

 

CLAUSING, D. P. (1994). Total quality development: a step-by-step guide to world class concurrent engineering. The American Society of Mechanical Engineers. New York. ( t: 322 ) (Disponível na biblioteca da EESC - USP)

VALENTI, M. (1996). Teaching tomorrow’s engineers. Mechanical Engineering, p.64-69, July. ( t: 32 )

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