No início do
desenvolvimento de sistemas CAPP pretendia-se automatizar totalmente a tarefa
de planejamento e substituir o processista de uma empresa. Foi a época das
primeiras aplicações praticas de inteligência artificial. Muitos
desenvolvimentos eram teóricos, funcionavam em casos tão específicos e não eram
utilizados pelas empresas e tornaram-se acadêmicos. Com a evolução da
tecnologia de interatividade homem-computador, aumento de padronização,
facilidade de manipulação de base de dados, e linguagens de alto nível e
produtividade surgiram sistemas mais flexíveis. Foram criados sistemas com
inteligência na medida correta, ou seja, toda a vez que o domínio de aplicação
era restrito e fácil de se obter as regras de negócio (neste caso de
planejamento do processo) tornou-se possível automatizar.
Assim para
funções de planejamento repetitivas (como cálculo de tempos e condições de
usinagem) ou para domínios específicos, surgiram sistemas CAPP generativos automáticos de grande aplicabilidade
prática. Esses sistemas fazem parte de ambientes de planejamento mais amplos,
que podem trabalhar com padrões para os demais domínios. Em outras palavras
estamos falando dos sistemas híbridos.
Os sistemas ERP também trabalham com padrões facilitando a
edição inteligente, ou seja, ao invés de digitarmos textos longos sobre
operações, ou instruções, trabalhamos com textos padronizados, com significados
lógicos para os sistemas. Alguns sistemas ERP fornecem módulos denominados CAPP
que na verdade são processadores automáticos de regras e formulas, que podem
ser utilizados na tarefa de planejamento de processo, mas também em outras
tarefas quando existirem regras confiáveis para automação do processo. É o caso
típico do cálculo de tempos elementares para, por exemplo, prever-se o tempo de
uma tarefa de montagem.
Alguns
fornecedores de sistemas CAPP aumentaram a abrangência de seus sistemas e
passaram a oferecer outras funcionalidades, mudando inclusive a denominação do
sistema para MPM (manufacturing process management), MIM (manufacturing
information management), ambos como parte do MES (manufacturing execution
management) e também para PDM (product data management)
e PLM (product life-cycle management). Essas funcionalidades visam a integração
desses sistemas com os demais sistemas de engenharia e gestão e envolvem:
gerenciamento da estrutura de produto (BOM – bill of materials), funções de
gestão de documento (check in, check out, visualização de representações
gráficas, workflow). As funções de planejamento de processo fazem parte agora
de um diferencial desses sistemas, que os tornam “mais inteligentes”.
Os sistemas
CAPP variante utilizavam, no passado, (alguns ainda utilizam) códigos de
classificação de produtos para recuperar informações semelhantes, e assim
encontrar um plano de processo a partir do qual se crie um novo plano para uma
peça semelhante. Hoje os sistemas oferecem buscas mais flexíveis, que utilizam
o poder das bases de dados, e recuperam produtos semelhantes procurando em
categorias de produtos semelhantes criadas interativamente na base de dados sem
a necessidade de um código de classificação.
Veja algumas
informações que colocamos nesta página, que exemplificam a análise realizada:
Leia uma
reflexão sobre a inteligência na medida correta dos sistemas CAPP em um caso de
aplicação prática na automação do planejamento de
processo de bronzinas dentro da Mahle.
Se você tiver
alguma dificuldade de entendimento das siglas citadas neste tópico, visite o
nosso glossário.