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INFORMAÇÕES
GERAIS Voltar
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O V Workshop Internacional sobre Adequação Ambiental
em Manufatura, idealizado e organizado pelo Grupo de Adequação
ambiental em Manufatura (AMA), será realizado no dia 25 de novembro
de 2004, das 8:00h às 18:00h, no Anfiteatro de Convenções
Jorge Caron, da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade
de São Paulo (EESC - USP), em São Carlos, SP. O tema abordado
será a Engenharia de Ciclo de Vida, com a participação
do coordenador do Collaborative Research Center 281 (http://www.sfb281.de),
Prof. Dr.-Ing. Günther Seliger e do vice-coordenador Dipl.-Ing.
Carsten Franke, ambos da Universidade Técnica de Berlin ( TUBerlin
- http://www.tu-berlin.de ).
Mais
informações pelo email ama@eesc.usp.br
OBJETIVOSVoltar
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O V Workshop Internacional de Adequação Ambiental em Manufatura
tem como objetivos gerais:
-
Apresentar
o estado da arte da engenharia de ciclo de vida
-
Apresentar
os trabalhos científicos desenvolvidos no Brasil e no mundo
sobre a aplicação da Engenharia de Ciclo deVida
-
Mostrar
os desafios e oportunidades da Engenharia de Ciclo de Vida para a
indústria nacional
-
Casos
de sucesso na aplicação da Engenharia de Ciclo de Vida
-
Promover
a interação Universidades / Empresas / Poder Público
/ Sociedade na busca conjunta por soluções que viabilizem
o desenvolvimento sustentado.
CONTEXTO
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Para
o mundo coorporativo, a busca pelo desenvolvimento sustentável
se traduz em uma constante busca pela redução dos impactos
ambientais negativos associados ao fornecimento de produtos e serviços.
Essa busca tem conduzido as empresas a uma visão que vai além
daqueles impactos gerados em seus intramuros e das respectivas técnicas
e soluções de mitigação. Dessa forma, supera-se
a visão focada no processo produtivo e no tratamento e disposição
de seus dejetos gerados durante a fabricação de produtos,
para uma visão holística de todos os impactos ambientais
associados a todas as fases de seu ciclo de vida, como ilustra a figura
abaixo.

Figura 1: Ciclo de Vida - Collaborative Research Center 281
Assim
sendo, questões que possam influenciar o desempenho ambiental
de um produto/serviço devem ser consideradas antes mesmo de ele
existir, perfazendo desde a fase de sua conceituação até
o final de seu ciclo de vida, quando perderá a função
para a qual foi projetado.
Logo, questões como os materiais a serem utilizados, o desempenho
ambiental do processo de fabricação, a manutenção
do produto, logística reversa (retirada do mercado na fase de
pós-uso), reutilização, desmontagem, remanufatura,
reciclagem e disposição final, devem ser mantidas em status
de prioridade no processo de desenvolvimento de novos produtos e mesmo
no re-design de produtos já existentes.
Nesse contexto, o conceito de Engenharia de Ciclo de Vida (ECV) surge
como um framework cujo objetivo maior é fazer frente ao desafio
de produzir produtos ambientalmente sustentáveis. Baseado na
visão pelo ciclo de vida do produto, a ECV abarca todos os esforços
corporativos conduzidos nesse sentido e é hoje antes uma estratégia
de perpetuação empresarial do que de gestão ambiental.
A importância da ECV não se restringe aos aspectos ambientais,
tendo sua força expressa também em termos econômicos.
Isso se deve ao fato de que as reativas abordagens tradicionais (baseadas
em técnicas e soluções de mitigação)
são mais caras e complexas, significando elevação
dos custos de produção, os quais dificilmente podem ser
reduzidos face às exigências legais, as quais estão
cada vez mais restritivas.
Sob o ponto de vista dos impactos ambientais, as abordagens tradicionais
não apresentam resultados satisfatórios, pois o que se
verifica é a troca de um tipo de poluição por outro.
Prova inequívoca da mudança do foco das estratégias
de gestão ambiental dos impactos ambientais pontuais para aqueles
baseados na visão do ciclo de vida é a Diretiva da Comunidade
Européia sobre os Resíduos de Equipamentos Eletro-Eletrônicos
(WEEE) a qual é baseada na responsabilidade do produtor na fase
de pós-uso do produto e determina cotas de reciclagem para diferentes
categorias de produtos dessa natureza.
Tal diretiva é parte de um contexto político europeu de
direcionamento das atividades antrópicas denominado de Política
Integrada de Produtos, que trata da incorporação da dimensão
do produto na política ambiental daquele bloco econômico
e afirma ser esse um caminho promissor para a harmonização
entre desenvolvimento econômico e preservação dos
ecossistemas naturais que suportam a todas as formas de vida em nosso
planeta. Portanto, a economia baseada no ciclo de vida dos produtos
é, além de um tema global e atual, um promissor caminho
rumo ao desenvolvimento sustentável.
A importância da ECV para a competitividade das empresas, e mesmo
para sua sobrevivência, particularmente para as exportadoras,
está aumentando a cada dia e adquiriu dimensão imediata
para as empresas do setor eletro-eletrônico com a diretiva WEEE
e ganhará contornos mercadológicos paro todos os setores
a partir de 2006, quando será editada a primeira versão
da Norma Internacional ISO 14025 relativa ao Selo Verde Tipo III, o
qual será baseado na Avaliação do Ciclo de Vida
(ACV) do produto.
A não observância desse novo cenário por parte da
indústria instalada no Brasil significará a redução
e até mesmo na perca de mercados arduamente conquistados. E em
um momento em que exportar surge como uma alternativa (se não
a única) para o incremento de emprego e renda no Brasil, a engenharia
de ciclo de vida surge como um caminho a ser seguido para que a indústria
instalada no Brasil torne-se apta a competir em um mercado global que
cada vez mais está interessado nos aspectos e impactos ambientais
associados ao fornecimento de bens e serviços.
Pesquisas fundamentais e aplicadas, atualização dos currículos
de ensino, trabalhos na indústria sobre desenvolvimento de produtos
sustentáveis e engenharia de ciclo de vida, elaboração
de políticas públicas fomentadoras dessa nossa visão
requerem a atuação conjunta entre a academia, o setor
privado (empresas) e o público (governo).
E é com o intuito de fazer da academia arena pública para
a aproximação desses atores e fomentar a discussão
e sobre a relação entre gestão ambiental e competitividade
da industrial nacional que o V Workshop em Adequação Ambiental
em Manufatura foi concebido
PROGRAMAÇÃO
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8:00
– Abertura das Inscrições
8:30 - Abertura Oficial do V Workshop de Adequação
Ambiental em Manufatura
Prof. Dr. Francisco Antonio Rocco Lahr – Diretor da Escola de Engenharia
de São Carlos, EESC-USP
Prof. Dr. Sérgio Mascarenhas – Coordenador do Instituto de
Estudos Avançados de São Carlos (IEA-SC)
Prof. Tit. João Fernando Gomes de Oliveira -.Coordenador do Instituto
Fábrica do Milênio, do Grupo de Adequação Ambiental
em Manufatura (AMA) e do GT - Programa Universidade-Empresa do Instituto
de Estudos Avançados de São Carlos (IEA-SC).
9:00 – Prof. Dr. -Ing. Günther Seliger
Coordenador do Collaborative Research Center 281: Disassembly Factories
for the Recovery of Resources in Product and Material Cycles e do Institute
of Machine Tools and Factory Management, da Universidade Técnica
de Berlin, Alemanha
9:30 – Prof. Tit. João Fernando Gomes de Oliveira
Coordenador do Instituto Fábrica do Milênio (IFM)
Coordenador do Grupo de Adequação Ambiental em Manufatura
(AMA)
10:00 – Intervalo
10:30 – Lea Contier de Freitas
Assessora Especial da Secretaria de Política de Informática
e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia
11:00 – Hubmaier Lucas Bernardes de Andrade
Presidente da Associação Brasileira do Ciclo de Vida (ABCV)
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Diretor Adjunto do Bureau Veritas
11:30 – Dipl. -Ing. Carsten Franke
Gerente do Collaborative Research Center 281, Universidade Técnica
de Berlin, Alemanha.
12:00 – Debate
12:30 – Almoço
14:00 – Ângela Cássia Rodrigues
Consultora Ambiental Especialista em Meio Ambiente e Sociedade pela Escola
de Sociologia e Política de São Paulo
14:30 – Marcos Otávio Bezerra Prates
Diretor da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior
15:00 – Paulo Vodianitskaia
Coordenador de Meio Ambiente da Associação Nacional de Fabricantes
de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros)
15:30 – Intervalo
16:00 – Aldo Roberto Ometto
Pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite
Membro do Grupo de Adequação Ambiental em Manufatura (AMA)
Membro do Comitê de Avaliação de Impacto do Ciclo
de Vida da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
16:30 – Luis Cesar Stano
Coordenador de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras
Coordenador da área de Avaliação de Ciclo de Vida
(ACV) da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT)
17:00 Eduardo Vaz
Gerente de Marketing de Produtos de Consumo da Xerox do Brasil
17:30 - Debate
18:00 – Encerramento
REALIZAÇÃO
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